Política em Foco

Em tempos de “Operação Buracos”, Ney Amorim segue pavimentando uma via expressa em direção ao Senado

Colecionador de aliados

O deputado e presidente da Aleac, Ney Amorim (PT), sempre foi conhecido por ser um articulador habilidoso. Durante toda a sua trajetória política, Ney foi passo a passo construindo convergências e colecionando aliados.

Fenômeno de Votos

Colecionando parceiros e construindo pontes de entendimento, Ney montou um grupo fortíssimo e, com 10.123 votos, tornou-se um fenômeno eleitoral em 2014.

Até por adversários

Se na FPA, Ney tem o apoio incondicional de quase 100℅ dos militantes, dos cardeais e de membros dos partidos aliados. Curiosamente, na oposição não é diferente. Ouvi da boca de várias lideranças de oposição, que não votam no Márcio Bittar (PMDB), muito menos no Petecão (PSD): “o segundo voto é Ney Amorim”.

Respeito progressista

Um jovem deputado progressista do Juruá, não esconde seu respeito e admiração pelo Ney. recentemente o deputado estadual oposicionista, fez agenda no Juruá e foi até cobrado entre os caciques, por dar entender que votaria no Ney Amorim.

Palavra de deputado

“O deputado Ney Amorim presidente da Aleac, é hoje o maior articulador político dessa nova geração. Ney dialoga com todos parlamentares, da direita à esquerda. Terá de certeza 20 deputados pedindo votos para ele. Não podemos negar que ele irá arregimentar um grande exército.” Disse a Coluna, um deputado da oposição.

De mal a pior

A relação, que já não era das melhores, entre o PMDB e os principais partidos da oposição, vai de mal a pior. Essa semana, o “Glorioso”, como brada Romário Tavares, foi chamado de apuí por ser um partido que como parasita, cresce nas costas dos outros.

O mau do Clero

“PMDB sofre de uma patologia chamada “clero”. Não possui quadros para o crescimento partidário. Durante as últimas duas décadas, as famílias Melo e Sales conduziram as atividades partidárias, olhando somente para seus próprios umbigos. Hoje, pagam caro e podem ser reduzidos a um deputado federal e um estadual.” Disse coluna, o presidente de um grande partido da oposição.

Eduardo Veloso

Após receber informações de membros do PP de que o vice do Gladson Cameli poderia ser o médico Eduardo Veloso, escrevi que o provável vice era oriundo de uma família tradicional, médico e do PSDB. Um ilustre tucano me liga: “amigo, não existe nenhum médico nas fileiras do primeiro escalão do PSDB.” Hoje, respondo: pronto, amigo, agora tem.

Outros quinhentos

Se Eduardo Veloso vai ser vice ou apenas cerrar fileiras no partido, aí, meu amigo, são outros quinhentos.

Duro Golpe

Não se pode negar que a FPA sofreu um duro golpe político. Não querendo fazer julgamento antecipado, isso cabe à justiça. Porém o desgaste da Operação Buracos foi muito grande, conversei com vários membro da FPA e todos são unânimes: ainda não dar de mensurar o tamanho do estrago.

Firme e coerente

A vice-prefeita de Rio Branco, Socorro Nery, na segunda-feira, após o impacto do furacão “BURACOS”, comandou o ato de solidariedade ao prefeito Marcus Alexandre. Em sua fala, ela mostrou sua forma de enfrentar uma crise: foi firme e coerente, contrariando as aves de mau agouro, que diziam que, caso Marcus Alexandre saísse um dia da prefeitura, socorro pularia no braço da oposição. Queimaram a língua.

Cantando em outra freguesia

Depois de todo o alarde, de crise interna, e embate entre alas do PDT, o ex-prefeito Deda e sua esposa, a deputada Maria Antônia, foram cantar em outra freguesia. Informações dão conta de que a deputada estar em conversas adiantadas com deputado César Messias (PSB).

A Carla dança?

A se confirmar a ida de Maria Antônia, o PSB, que é uma legenda fortíssima, torna-se ainda mais competitivo, colocando a delegada Carla Brito em uma situação delicada, Carla terá que disputar uma vaga na Aleac, partindo de 5 mil votos, e com uma forte concorrente dentro do partido e da região. E agora, Carlinha?

Os três patetas!

Na Câmara Municipal de Rio Branco, tem um grupo de vereadores apelidados de “Os Três Patetas”. Eles não se desgrudam e votam em bloco. Nos bastidores, a especulação é saber até onde vai essa união. “Quero ver durar até a próxima eleição,” disse à coluna uma ilustre figura política da Capital.

O viajante

Até parece que Cruzeiro do Sul não tem problemas. O prefeito Ilderlei Cordeiro vive na estrada e ponte aérea. Durante o feriado de finados, está fazendo atendimento religioso a comunidades indígenas no município de Feijó. Nada contra, mas olhe primeiro para os problemas dos nossos munícipes prefeito. Fica a dica…

O Jonas e o PT

“O Jonas Lima ainda não decidiu se será candidato. Não se sente confortável no PT. Talvez troque de partido”, disse à coluna integrante da FPA, após visitas feitas pelo deputado petista a dirigentes partidos. Percebe-se que Jonas Lima talvez esteja procurando uma válvula de escape.

Menos deputado, menos!

Tem deputado da base, na Aleac, que diz: “Serei o deputados mais votado na história. O Ney será passado, com a minha votação.” Calma, nobre deputado! O senhor ainda não passou nem por uma reeleição.

Mau exemplo!

O vereador Chaguinha Silva (PDT), de Cruzeiro do Sul, teve o seu carro apreendido no último fim de semana. Estava dirigindo sem carteira de habilitação e em um carro sem placa de identificação. Nada de anormal, caso ele não fosse um vereador.

E não foi a primeira vez

E não foi primeiro vez, que o vereador foi pego nessas condições em uma Blitz. Fonte ligada ao trânsito, revelou a coluna que o vereador já teria passado em outras Blitz na mesma situação. Teria sido alertado a botar em dias sua documentação. “Nessa, não teve como aliviar, já estava demais”, disse um membro do Detran.

O passado e o presente

Em se tratando de política, atitudes de grandeza são raras. Prevalecem os instintos mais primitivos e, às vezes, beira-se à insanidade. A história da política acreana é marcada por episódios vergonhosos. Já vimos conchavos, acordos espúrios, assassinatos covardes e vergonhosos. Nome, família, honra e reputações serem jogadas no lixo. Para alguns, vale tudo no jogo do poder. O recente episódio de soltarem fogos em cima da casa do prefeito Marcus Alexandre, releva que alguns ainda não largaram velhos costumes.

Por Luiz Carlos Rosa

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