Acre

Se você quer ser governador, tem que ter mais compromisso e gastar muita sola de sapato, diz liderança a Gladson Cameli

Francisco Pianko, José Bestene, Gladson Cameli
Bonde da discórdia.
A oposição definitivamente não se entende. Durante as festividades dos 113 anos de Cruzeiro do Sul, a oposição deu sinais claros, de que é cada um por si quando o assunto é o voto. A tão apregoada unidade existe apenas nas entrevistas. Quando se desligam as câmeras, o coro come.
Caravana da Mitsubishi
Para começar, a agenda planejada pela oposição para alavancar a pré-campanha majoritária, e demonstrar a unidade das oposições não funcionou. O que era para ser uma caravana das oposições, virou uma agenda do PP, com a participação do Márcio Bittar.

Caravana do PP
Apenas os membros do partido progressista, mais o Márcio Bittar acompanharam a agenda. Os demais aliados, ou chegaram antes ou depois da tal caravana. Petecão um dia antes da saída da caravana já fazia aparições públicas em terras nauas.
Cada um pro seu lado
Em Cruzeiro do Sul, cada um tomou seu rumo e fez suas agendas. Petecão ao seu estilo bonachão, foi quem mais foi visto pelas ruas da princesinha do Juruá.
Cadê o Rocha?
Uma das ausências mais sentidas nas festividades dos 113 anos de Cruzeiro do Sul, foi a do deputado federal Major Rocha. O presidente do PSDB de Cruzeiro do Sul, Emerson Amorim, afirmou a coluna que o Major Rocha estava cumprindo agenda nacional com os prefeitos do PSDB em Brasília.
Ciumeira
As agendas casadas do pré-candidato a governador Gladson Cameli com seu cunhado e deputado estadual Nicolau Junior, estão dando o que falar. Já tem candidatos a deputado estadual enciumado com a situação. Um candidato chegou a dizer a coluna: “O Gladson tem que aprender a se comportar como candidato majoritário. O majoritário não tem um candidato a estadual, tem todos”.
Essa história eu já vi
Esse filme eu já vi, e o final não acaba bem. Essa história de candidato majoritário colado em proporcional, costuma causar um ciúme danado, e quase sempre os candidatos enciumados deixam de pedir votos para o candidato majoritário. Abre o olho Gladson.
Diga-me com quem andas
Também tem sido muito questionado por aliados, as companhias do senador Gladson Cameli. Alguns se queixam, que ao invés de se acompanhar de candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, Gladson tem preferido se aconselhar com a turma do uísque, que em nada agrega a sua campanha.
Velha guarda
A velha guarda, mais conservadora da oposição, já se pergunta se Gladson estaria mesmo preparado para liderar as oposições. Terá que lidar com deputados, senador, ex-senadores, prefeitos, ex-prefeitos e ex-governadores. Um ex-deputado falou a coluna: “com toda essa experiência a disposição, ele prefere se aconselhar com quem nada sabe de política. Vai entender né”?
Conselho de notáveis
Na última semana em reunião em Rio Branco, Gladson Cameli foi chamado as favas por um conselho de notáveis da oposição. Reuniram-se nomes como José Bestene, João Correia, Osmir Lima e Alécio Dias. Cobraram de Gladson uma mudança de postura. Um dos líderes presentes, teria dito em tom duro ao senador: “decida-se, se você quer ser governador, tem que ter mais compromisso e gastar muita sola de sapato.”
Bombeiro progressista
O presidente do partido progressista acreano José Bestene, tem tido muito trabalho para aparar as arestas dentro da oposição. Todo dia é um problema novo. Toda vez que a situação esta pegando fogo dentro da oposição ele é chamado para apagar o incêndio. A tomar por base, todas as polêmicas que ocorreram com a oposição ultimamente, ele ainda terá muito trabalho.
Afinado com o Leão
Fonte revelou a coluna que Bestene e Vagner Sales, que já estiveram em campos opostos no passado, estão afinadíssimos quando o assunto é a eleição de 2018. Vagner, que não costuma escutar ninguém, tem buscado em Bestene um aliado na hora das decisões mais difíceis dentro do seio da oposição.
Campanha em campo
Antes visto como uma espécie de articulador do Gladson, Bestene decidiu soltar o próprio jogo. Durante a agenda das comemorações dos 113 anos de Cruzeiro do Sul, o ex-deputado articulou pesado sua candidatura a deputado estadual.
Corpo a corpo
Com uma abordagem direta, Bestene visitou vereadores, empresários, lideranças comunitárias e da imprensa. Sai de Cruzeiro do Sul deixando muitos acordos amarrados. Tivesse que apostar, diria que briga forte por uma das 24 cadeiras da ALEAC.
Esfriou
Depois de uma articulação forte, marcada por conversas com Vereadores, presidentes de bairros, empresários e até líderes religiosos, a pré-campanha de Rudilei Estrela a deputado federal, deu uma esfriada. Corre a boca miúda, que o avanço dos Cordeiros não foi bem recebido pelo PMDB, que cobrou do prefeito Ilderlei Cordeiro, o cumprimento do acordo com a deputada Jéssica Sales. Já fala-se até que Estrela pode recuar e ser candidato a deputado estadual.
Estadual
A delegada Carla Brito, já começou as articulações para sua candidatura a deputado estadual. Seu grupo político aposta na memória recente do eleitor cruzeirense, e esperam que parte de seus eleitores na eleição municipal, a ajudem a conseguir uma cadeira na ALEAC.
Apoiadores
Conversei com uma de suas principais articuladoras, a assistente social Nayana Neves, que me disse, que tanto a delegada Carla Brito como seus aliados mais próximos, estão animados com as possibilidades para 2018.

Revolução da Lauro Muller
A mudança no nome da avenida Lauro Muller, para Ildefonso Cordeiro, aprovada pela camara municipal de Cruzeiro do Sul, continua dando o que falar. Moradores estão organizando um abaixo assinado pedindo a revogação imediata da lei, de autoria do vereador Antônio Cosmo. Caso não consigam pela camara municipal, devem recorrer ao judiciário.

Pessimismo ou realismo?
Boa parte dos medalhões da oposição acreana são céticos, em ralação a vitória de Gladson Cameli nas eleições de 2018. Tenho ouvido de grandes lideranças, em of, que alguns não acreditaram no êxito da candidatura Cameli. O mais recente caso, foi de um ex-prefeito e candidato a deputado federal, que em conversa, durante vôo de Manaus para Rio Branco, quando confrontado com a afirmativa de que Gladson pode não ser bem sucedido em 2018. Teria sido categórico: “também  acho!” seria pessimismo demais, ou há mais sobre a opinião de certas lideranças?
Indio federal?
Jornalista amigo, me liga e diz que a saga dos ashaninkas em direção ao poder terá um novo capítulo. Segundo ele Francisco Pianko, irmão do prefeito Isaque Pianko, será candidato a deputado federal pelo partido verde. Já teria até uma estratégia político montada para sua candidatura. Caso se confirme a informação, seria um nome forte, contaria com o apoio de todas as etnias indígenas do Acre, e teria forte apelo internacional, já que seria o segundo indígena a se eleger deputado federal no pais. O primeiro eleito por um partido de bandeira ecológica, e ainda o primeiro indígenas a ser deputado federal pelo estado do Acre. Faz sentido a estratégia, veremos se será fato, ou só boatos.
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