Acre

Marcus Alexandre diz que violência é ‘problema nacional’ e promete barreiras policiais em estradas do Acre

O candidato ao governo do Acre pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Marcus Alexandre, disse, durante entrevista o G1, nesta terça-feira (11), que o aumento da violência é um “problema nacional” e cobrou união dos estados. Ele também prometeu montar barreiras policiais nas estradas federais e estaduais para evitar a entrada e saída de ilícitos no estado.

“As organizações criminosas tiveram um impulso nos últimos dois anos. São praticamente empresas do crime. O crime é transnacional, existe uma necessidade para que os estados possam ter uma união. Tanto é que 23 governadores reunidos no Acre, no ano passado, todo stafe do governo federal discutindo a questão. Eu participei do primeiro ao último momento da reunião, e ficou muito claro que é um problema nacional. Então, não dá pra gente transferir responsabilidade, mas também temos que cobrar uma união dos estados”, explicou.

Comando de fronteira
Como forma de reduzir a entrada e saída de ilícitos do estado, o candidato prometeu formar um comando especial com os aprovados nos concursos das polícias Militar e Civil para montar barreiras nas estradas.

“Nós temos no Acre 2 mil quilômetros de fronteira, com Peru e Bolívia, rota do tráfico, e a União com dificuldades de controlar a fronteira. Nós temos uma proposta específica de aumentar o efetivo, criar o Comando Estadual de Fronteira para dificultar o acesso dos ilícitos à nossa cidade e também dificultar que saiam com os ilícitos. Vamos buscar parcerias com o governo federal”, disse.

Para isso, o candidato disse que vai empossar os aprovados em concursos da polícia.

“Vamos dar posse aos concursados e treinamento específico. Temos duas rodoviárias federais e mais um segmento da variante lá em Cruzeiro do Sul, e nossas rodovias estaduais. Hoje, se você pega o carro e vai para Cobija, atravessa a fronteira, vai e volta com seu carro e as vistorias não acontecem, a mesma coisa pro Peru. Precisamos ter um comando que faça o controle de acesso a ramais, de estradas. Se a gente não impedir a entrada de armas e drogas nos municípios, a gente tem o que estamos vendo, infelizmente, em nossos bairros. O enfrentamento à criminalidade que acontece diariamente com as nossas forças de segurança”, explicou.

Juventude perdida
O candidato comentou ainda sobre o aumento no número de jovens, entre 15 e 29 anos, assassinados em um ano no Acre. Segundo dados do Atlas da Violência, o aumento foi de 84%. Questionado se faltou alguma política pública voltada para a juventude, Marcus Alexandre garantiu que houve investimentos na área nos últimos anos.

“Tivemos a secretaria da Juventude, a assessoria da Juventude, secretaria de Educação. Pegamos a educação em último lugar, 27º, contando com o Distrito Federal, e agora o ensino fundamental II está em 5º lugar do sexto ao nono ano, o ensino médio em nono lugar, e a prefeitura de Rio Branco do 1 a 5 anos no fundamental I atingiu a terceira maior nota entre as capitais do país. A educação é uma das importantes, se não a principal, política pública, principalmente para nossas crianças e jovens”, ressaltou.

Estatuto da família
Marcus Alexandre também foi questionado sobre o polêmico Estatuto da Família, aprovado pela Câmara de Vereadores este ano. Na época, Marcus Alexandre deixava a prefeitura para concorrer ao governo e deixou a missão de aprovar ou vetar o projeto para a vice-prefeita Socorro Neri. Após muita polêmica, a Justiça do Acre suspendeu o projeto para evitar prejuízo às demais famílias que não foram incluídas.

“O projeto quando foi aprovado eu já estava na minha renúncia. O importante é que quem governa, governa para todos, para todas as famílias do jeito que elas são. Tenho as minhas convicções e procurei, durante minha gestão na prefeitura, respeitar todas as religiões, todas as famílias e apoiar a iniciativa de cada um e a condição de cada ser humano. Temos que valorizar o ser humano, as pessoas, as opiniões. Existem políticas, como foi com nome social que foi pedido e a gente tratou com carinho, não são só no estado como na prefeitura. O que precisamos no momento é de amor, carinho e respeitos as pessoas”, ponderou.

Reforma administrativa
O candidato prometeu ainda fazer uma reforma administrativa e ‘repaginar’ algumas secretarias, mas não detalhou se vai cortar pastas.

“Nesse projeto que estamos propondo de reforma administrativa é que as áreas essenciais sejam preservadas: Saúde, Educação, Segurança, Produção. Vamos repaginar a secretaria de desenvolvimento com foco na indústria e comércio. Temos uma secretaria importantíssima que é a de pequenos negócios. São serviços essenciais. Vamos buscar dentro das secretarias como a gente pode cortar custos.”, disse.

Informações G1

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