Acre

Emylson Farias: “encontro no Acre pode apontar soluções para o problema da violência no Brasil”

Há menos de 48 do início do Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança Pública e Controle das Fronteiras – Narcotráfico, uma Emergência Nacional, o secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, disse que a reunião pode apontar soluções para a violência no País. “O Brasil vive uma situação de violência endêmica”. O encontro, que propõe uma nova agenda para a segurança pública, reúne os três poderes da República e 26 governadores.

Para a programação do dia 27, está prevista a participação da Presidência da República, ministérios da Integração, Defesa, Meio Ambiente e Justiça, Procuradoria-Geral da República, Superior Tribunal Federal, Senado e Câmara Federal, Colegiado de Procuradores Gerais do Brasil, Conselho dos Tribunais de Justiça do Brasil, embaixadores e governadores da Bolívia, Peru e Colômbia, Comando Militar da Amazônia e Comando do Exército Brasileiro.

“Não adianta só o Acre fazer tudo o que for necessário para promover uma boa segurança, porque vivemos num mundo online. Uma ligação no Mato Grosso pode afetar a Segurança Pública aqui”, explicou Farias, lembrando que o Acre é o Estado que mais prende e, com isso, tem a maior população carcerária proporcionalmente do país. “Isso só não resolve o problema”, diz.

Ainda apontando o cenário local como exemplo, o secretário explica a mudança nos índices. “Até 2015, o Acre era um dos únicos estados que diminuía os homicídios. A partir de então, começou um aumento nesses números”, afirma, frisando a necessidade dos entes federativos se encontrarem para promover a segurança pública.

Uma das mudanças no cenário nacional, de acordo com ele, foi causada por uma disputa por territórios, que começou com a execução de um traficante no Paraguai, crime encomendado por organizações criminosas. “Isso mudou a geopolítica da droga e as rotas tiveram que ser reinventadas por essas organizações, envolvendo ainda mais grupos do Norte”, explicou.

Apesar de apenas seis unidades federativas terem conseguido implementar bloqueadores de celulares nos presídios, a ação pode ser considerada com positiva, na opinião de Emylson Farias . “No Acre, colocamos os bloqueadores no presídio Francisco d’Oliveira Conde, onde estão as cabeças mais perigosas do crime”, destacou ele,  adiantando ainda que um dos principais temas nas discussões será as leis penais do Brasil.

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