Acre

Eleições 2018: BR 364 o pesadelo dos Políticos acreanos

Alardeada em maio de 2017 como a solução para a BR 364, a superintendência do Denit no Acre virou um problema. O órgão, não tem conseguido responder às demandas apresentadas pela BR 364. E com isso, o padrinho político da criação da superintendência no Acre, o Senador Gladson Cameli, não tem sido poupado de críticas.
Pagando a conta
Como a recuperação da BR 364, até agora não saiu do papel, o senador Gladson Cameli, que chegou a fazer solenidade, com caravana de políticos e tudo para anunciar a obra, é quem esta pagando a conta política do fiasco. Anunciada em maio para o verão de 2017, chegou setembro, com ele as primeiras chuvas, e o que era para ser uma solução virou um pesadelo. Nas redes sociais, os adversários não tem poupado Cameli de críticas. É certo, que não dá para creditar todas as mazelas da BR 364, ao senador Gladson Cameli, que os governos da FPA tem suas parcelas de culpa também. Gladson no entanto, está pagando a conta, de ter pegado no colo, a criança que o pai estava doido para dizer que era do amante. Agora fica difícil Gladson Cameli, simplesmente dizer: “quem pariu Mateus que o embale”.
União de forças
O deputado Jonas Lima (PT), deu início a um movimento de conciliação, entre oposição e governo, em torno da recuperação da BR 364. Jonas Lima acredita, que é preciso uma união em torno da causa que é maior que os interesse políticos, e que se nada for feito, como a situação é crítica, a BR 364 pode fechar durante o período de inverno. Lima lembra ainda, que os empresários da região do Juruá, não trabalham mais com fluxo de caixa, para manter grandes estoque em depósitos, e que um possível fechamento da estrada levaria a uma crise de abastecimento em toda região do Juruá. Se vai haver convergência nesse sentido,  apenas o tempo poderá dizer, fato é que algo precisa ser feito e com urgência. A briga política entre oposição e governo não pode ser maior que o interesse da sociedade do Juruá. Tenho dito.
Teste de fogo
A nova denúncia encaminhada pelo procurador geral da república, Rodrigo Janor, contra o presidente Michel Temer, é mais um teste de fogo para os deputados acreanos, que fazem parte da base aliada do presidente no congresso. Na primeira denúncia, Jéssica Sales (PMDB) e Flaviano Melo (PMDB), votaram pelo arquivamento da denúncia. Agora em novo momento, e já se avizinhado a eleição, essa votação será um duro teste a fidelidade dos parlamentares acreanos ao projeto, decadente de Michel Temer na presidência da república. Dadas as repercussão negativas na primeira votação, é de se esperar, que pensem duas vezes, antes de dar o voto novamente.
Pegou cedo demais
Conversando com dirigentes partidários, era unânime a constatação que a pré-campanha pegou cedo de mais. Um presidente de partido, mais ligado na realidade, listou alguns nomes com potencial, que já estariam gastando com montagem de grupos e estrutura. Ele dizia: “será que esses candidatos, que já estão gastando, vão ter forças para chegar, nesse mesmo pique em outubro de 2018? Ou vão abrir o bico, antes de chegar lá”. Vamos esperar 2018 para ver, quem realmente tem  munição para gastar, e quem será apenas o coelho dessa maratona.
Gastando a rodo
Corre a boca miúda nos bastidores da política acreana, que um pré-candidato a deputado federal da oposição, radicado em Rio Branco, e com raízes no Juruá estaria disposto a tudo para se eleger nas eleições do ano que vem. Comenta-se que a essa altura do campeonato, o tal postulantes ao cargo de deputado, já teria um orçamento de trinta mil reais, por mês, para montar base. Vai um biscoito de goma do Assis Brasil, e um quilo da melhor farinha cruzeirense, da banca do Albanizio Maia, para quem acertar quem é o pré-candidato a deputado. Alguém arrisca um palpite?
Oposição ao PT
O PMDB do Acre adotou em seu discurso oficial, uma nova estratégia. Tanto Flaviano em nota aos partidos aliados, como Marcio Bittar e Vagner Sales, em entrevista à TV gazeta, na quarta feira 13, tem dito que o PMDB é o partido que mais faz oposição ao PT. A pergunta é: o simples fato de fazer oposição ao PT, é causa suficiente para o partido se apresentar em 2018, como uma opção de mudança para a população acreana?
Partidos Nanicos
O fim das coligações partidárias, obriga os partidos chamados nanicos a se reinventar, eles terão que se adaptar a essa nova realidade, ou correrão sério risco de extinção. Já que sem o escudo das coligações, eles serão obrigados a mostrar a razão da existência dos partidos, que é representar a parte da sociedade, a que ele se destina. Se eles não conseguirem convencer seguimentos sociais, a abraçar suas causas, elegendo representantes no congresso, perdem seu sentido de existência, e os que não conseguirem serão extintos. Sobre isso, o presidente do Partido Verde de Cruzeiro do Sul, o Jornalista Paulo Amorim, afirmou a coluna: “os partidos nanicos ressurgirão, com garras de Leão”. Resta saber, para quais deles as garras de leão irão crescer, e de quem serão podadas.
Bocalom
O velho e aguerrido Tião Bocalom, ainda tem seus seguidores. Por ocasião de informação dada na coluna, sobre a discussão dos nomes postulantes a vice de Gladson Cameli. Me faz contato, influente liderança do PMDB, que afirma defender o nome de Bocalom como vice de Cameli. Diz o nobre líder do PMDB, ser Bocalom, um quadro político capaz de ajudar muito na eleição de Gladson, e que a indicação de Bocalom resolveria o problema com Alan Rik, que seria candidato a reeleição. O eminente membro do PMDB afirmou ainda, não está isolado nessa tendência, que outros membros do alto clero da oposição também veem a possibilidade com bons olhos. Mas ele mesmo admite, que há uma corrente muito forte na direção do PSDB.
Segundas intenções
Uma outra corrente, defendida por membros do PMDB, é a de que o conselheiro Walmir Ribeiro do tribunal de contas dos estado, seja o indicado como vice de Cameli. Essa corrente tem ganhado força e aliados, até mesmo, entre o alto Clero do partido progressista. Pelo currículo e sua capacidade técnica inconteste, seria uma boa idéia, não fossem, as segundas intenções por trás da indicação. Fonte revelou a coluna, que por trás da indicação, estaria um acordo, para que um cacique do Juruá, indique o filho conselheiro do tribunal de contas, em cadeira vacante deixada pelo conselheiro vice-governador. Pelo jeito tem gente que só pensa: “naquilo”.
Emilson Farias
O PDT tá jogando pesado, nas articulações para indicar o vice de Marcos Alexandre. O presidente do partido Luiz Thê chegou a dizer a jornalista na ALEAC : “é impossível o PDT não indicar o vice na chapa da Frente Popular”. O  nome de consenso dentro do partido, é o do Secretário de segurança Emilson Farias. Segundo apurou a coluna, o PDT não está sozinho nessa batalha, membros do alto Clero  Petista, também veem com simpatia, uma possível indicação de Emilson Farias para a disputa.
Xadrez
Quem joga xadrez, sabe que é um jogo de estratégia, que depende de paciência, raciocínio lógico, e que um passo em falso, pode levar o adversário a vitória. Conversei com cardeais da FPA e da oposição, sobre a disputa das oito cadeiras de deputado no congresso, e, é como um tabuleiro de xadrez, que ambos os lados estão vendo essa disputa. Uma escolha errada muda tudo, e pode representar uma cadeira a mais ou a menos.
Entendendo o jogo
Tudo vai depender da regra postas. Se coeficiente partidário, regra atual, ou voto majoritário, distritão. No coeficiente, todos quantos, queiram e tenham potencial serão candidatos. Já no distritão muda tudo, apenas os candidatos que tenham chances reais de eleição irão disputar uma cadeira de deputado federal. Isso significa que a FPA no coeficiente sai com 16 candidatos, e a oposição com 16 candidatos. Já no distritão serão somente 5 da FPA e 7 da oposição.
Quem disputa no distritão?
Como no distritão, quem tem mais votos leva, a estratégia é centrar força apenas em quem pode ganhar. Assim sendo, a FPA leva ligeira vantagem, já que sai apenas com: Leo, Sibá, Angelim, Perpétua e César Messias, podendo fazer os cinco. Já a oposição, saem: Jéssica Sales, Rocha, Flaviano, Bocalom, Antônia Lúcia, Alan Rik e Rudilei Estrela, nas disputa interna podem se minar mutuamente e fazer apenas três. Ambos os lados, sabem de suas forças e pontos fracos. Mexer a peça errada no jogo, pode fazer uma grande diferença, embora na política o imponderável vez por outra apronte das suas. Bom, seja como for até outubro saberemos as regras do jogo, e como os partidos dos dois lados irão se apresentar.
Campanha Virtual
A internet e as redes sociais, são hoje parte integrante da vida das pessoas, no mundo inteiro. A chamada vida real é impactada diariamente, pelo que lemos e postamos nas redes sociais. A política não é diferente, o embate está cada vez mais acontecendo no ambiente virtual das redes sociais, e ferramentas como: Twitter e Facebook, tem hoje, uma importância maior no convencimento das pessoas. Portando, os candidatos em 2018, que não contratarem uma boa assessoria de comunicação, e não adotarem uma estratégia de divulgação nas redes sociais, terão muitas dificuldades. A política mudou, o embate agora é virtual, e os políticos tradicionais terão que se adaptarem.
Novela antiga
Entra prefeito, e sai prefeito, na prefeitura municipal de Cruzeiro do Sul, e continua o empasse sobre a instalação do Procon no município. O prefeito Iderlei Cordeiro, que prometeu durante sua campanha, criar o Procon em Cruzeiro do Sul, recorreu essa semana, de decisão do tribunal de justiça do Acre, que obrigava o município a implantar o órgão na cidade. Iderlei Cordeiro recorreu ao  Superior Tribunal Justiça, para não implantar o órgão de defesa do consumidor cruzeirense. A pergunta é:  a quem interessa, a não existência do Procon em Cruzeiro do Sul? A população simples, é que não é. Alguma coisa esta mal explicada nessa história. Seja como for, desta feita sobrou até para o assessor de comunicação do município, Neto Vitalino, que em matéria veiculada ontem em importante site do estado, foi chamado de: “assessor inacessível”. Pelo visto, essa novela ainda vai longe.
Festival da farinha
Criado durante a gestão do prefeito Aluízio Bezerra, e sepultado por seus sucessores, o festival da farinha ressurge no calendário cultural de Cruzeiro do Sul. O evento deve ocorrer na praça Orleir Cameli  de 27 a 30 de setembro de 2017. A iniciativa tem sido vista com bons olhos, por vários segmentos envolvidos na produção e comercialização do produto, que é, junto com as bebidas Cruzeiro, do grupo Bebidas Cruzeiro Ltd do empresário André Santos, as duas marcas mais conhecidas de Cruzeiro do Sul. Logo, é mais do que justo, que a farinha de Cruzeiro do Sul, tenha seu selo registrado de produto típico da cidade. O que deve ocorrer durante o festival desse ano.
Verdadeira oposição
Tão logo sai a coluna da última segunda feira 11, o Imail, e o Whatsap da coluna, foram inundados com mensagens, de lideranças políticas de vários partidos de oposição. A pauta era única, a divergência exposta pela coluna, na discussão do vice de Gladson Cameli, e o senário dado pela coluna, do descontentamento do PSDB com postura do PMDB. Entre as muitas mensagens, em destaque, uma que dizia: “tá pegando fogo a coluna no verdadeira oposição!” no que, sem saber o que seria verdadeira oposição, a coluna busca, e apura, ser “o verdadeira oposição”, um grupo de Whatsap, onde se mesclam membros de toda oposição acreana, e lá são travados debates sobre os rumos da oposição para 2018. Segundo fonte, foi desse grupo que, motivado por fatos dados na coluna, e divergência aberta entre os partidos da oposição e o PMDB acreano. O PMDB do Acre resolveu soltar uma nota aos partidos aliados da oposição.
Esclarecimento
A coluna informou na ultima segunda 11, que o secretário Ivo Galvão seria substituído na Secretaria de Administração da prefeitura de Cruzeiro do Sul. E que, pelo menos mais duas mudanças estariam a caminho. Que uma delas seria a da secretaria de cultura Daiana Maia. Logo depois, faz contato com a coluna, um influente secretário, que afirma: “Conversei esta semana com o prefeito, e ouvi da boca dele, em uma conversa política e a sós, que não mudará o primeiro escalão”. E completou: “E que Ivo, Vitalino e Daiana Maia não saem”. Pronto, está registrado, e feitos os devidos esclarecimentos.
Nota aos partidos aliados
Chega a coluna nota do PMDB, respondendo informação dada na coluna sobre o partido não abonar o nome da Jornalista Mara Rocha como vice de Gladson Cameli. O presidente do PMDB deputado federal Flaviano Melo, soltou uma nota dizendo que o partido não é  contra ninguém. A coluna ressalta que todas as informações dadas são baseadas em fontes confiáveis e que todos os lados terão sempre seu direito de resposta. Segue abaixo a nota do PMDB.
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