Acre

DE VOLTA PRA CASA

Foram-se os sonhos… o idealismo, a ideologia, o ardor revolucionário… no lugar? Nem dor nem revolta, só uma enorme vontade de calar. ficar em silencio no escuro as vezes faz bem. Não é? chorar? não, estou em paz. Mesmo! agora é só seguir em frente, vida simples, de volta as raízes, casa trabalho, trabalho casa pacatamente… Idealismo, bandeiras, militância? uma só: educação, causa e fonte de sobrevivência.

Volto pra ti velho Môa, pras tuas barrancas, pras tardes de verão, noites de luar, onde, por lazer, ou necessidade, de ti me vem o sustento, material e espiritual. volto pra velhas paixões acadêmicas e, pra nova e única, a única eterna… volto pro seio da família, longe do farisaísmo, ao qual me acostumei nos últimos dez anos. Volto, de onde não deveria ter saído… do mudinho, onde pessoas simples tem vez, e voz, onde a pobreza divide o pouco que tem, e no final todos são inocentemente felizes.

Deixo o que não é, e nunca foi meu, e volto pra casa, pro meus, para ser só mais um, lutando prazerosamente pela sobrevivência, e tentando reaprender, a ser, somente o que sempre fui, eu mesmo. Só, comigo e os meus sonhos, que se traduzem em apenas uma palavra: Livia.

Por.: Luiz Carlos Rosa de Souza

Clique para comentar

Deixe uma resposta

Mais lidas da semana

Subir