Cruzeiro do Sul

Planos frustrados: Agentes penitenciários agem antecipadamente e evitam fuga

“Estamos atentos a todos os movimentos, barulhos e até mesmo a calmaria dos presos”

A equipe de agentes penitenciários em serviço, com o apoio do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE), frustraram no final da tarde deste sábado (12) na Unidade Penitenciária Manoel Neri da Silva em Cruzeiro do Sul, um plano arquitetado de fuga, onde onze presos do pavilhão B, haviam iniciado um buraco na parede.

Ao iniciar a visita, os agentes que estavam no solário ouviram barulhos suspeitos vindo da cela (6) do pavilhão B, também observaram que os presos aumentaram o volume do rádio, para encobrir as batidas, então os servidores orientaram a passarela (policia militar) para redobrar a atenção, e com a devida cautela, esperando o término da visita, entraram para averiguar a situação. A cela era ocupada por seis detentos anteriormente, mas na hora que foram surpreendidos estava composta por 11, isso porque os detentos na tentativa de evasão, saíram de outras celas para assim poder escapar com os que compunham a cela onde iria ocorrer o início da fuga.

“Os agentes todos os dias estão muito atentos a todos os movimentos, barulhos e até mesmo a calmaria dos presos, tudo isso faz eles pensarem no que pode está acontecendo, e o plano de fuga só pode ser frustrado graças a estes guerreiros que estão sempre disposto a manter integridade física e a boa convivência dentro da unidade, e resguardar a sociedade de novos delitos com a manutenção destes encarcerados, como se deu nesta ação.
Fato conciliador no que estou dizendo é a disponibilidade destes em sair de suas casas e abdicar de seus horários de folga, para estarem na unidade em revistas gerais, como se deu nesta sexta (11), onde encontraram alguns ilícitos (armas artesanais e um aparelho celular), independentemente de folga ou de qualquer outro tipo de ganho, mas por terem ao final da jornada a sensação de dever cumprido”, relatou Saulo, diretor da unidade.

Ao entrarem no local a equipe encontrou na parede da cela a escavação, e então iniciou uma busca minuciosa por objetos ilícitos, foram achados 12 armas tipo “punhal”, comumente conhecido como “estoque”, além de um facão confeccionado de igual modo, todos retirados das estruturas do prédio.

Os detentos após serem indagados previamente sobre o fato foram remanejados para outras celas do complexo, sendo necessária ainda a condução destes a delegacia de policia civil para procedimentos de responsabilização em momento oportuno.
“Cogitamos a possibilidade de uma possível fuga seguida de rebelião,onde os presos utilizando os punhais e o facão encontrados pelos servidores, poderiam tentar surpreender os agentes no solário, espaço onde transitam todas as pessoas, sejam elas presos, visitantes ou ainda servidores, que queiram ter acesso as celas, finalizou Saulo.

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