Cruzeiro do Sul

Baixo nível do Rio Juruá prejudica a navegação para municípios mais distantes.

O onipotente e exuberante Rio Juruá que torna-se beleza rara no inverno amazônico em decorrência do seu vasto volume de água em seus mais de 2410 km de extensão o que o torna o sétimo maior rio do Brasil, vira motivo de preocupação entre os meses de junho a outubro devido seu baixo volume de água prejudicando a navegação que é tão importante na região do Juruá.

Neste início do mês de julho o Rio Juruá apresenta seu nível de água entre 4.80 a 5.0 metros de profundidade impossibilitando a trafegabilidade de embarcações de médio e grande porte, levando entre 8 a 10 dias para uma viagem entre os municípios de Cruzeiro do Sul à Marechal Thaumaturgo, sendo necessário em determinados momentos a utilização de embarcações pequenas, chamadas de canoa.

O dono de embarcação Alailton Marques, que transporta 9 toneladas para o município mais distante do Vale do Juruá, Marechal Thaumaturgo fala das dificuldades enfrentadas durante a longa viagem.

“Não está fácil viajar, o rio já esta muito seco. Pois, levamos entre 8 a 10 dias para chegar em Thaumaturgo neste barco que não é tão grande e que levamos apenas 9 toneladas. No entanto, as maiores dificuldades são as crianças que ficam inquietas. Só que sabemos que vai piorar cada vez mais.”, disse Marques.

Preocupa com as dificuldades enfrentadas pelos viajantes o comandante da Marinha em Cruzeiro do Sul, Tenente-Capitão Oziel Albino falou sobre os cuidados que as pessoas devem ter ao navegar com baixo nível de água do Rio Juruá.

“Os donos de embarcação devem ter muito cuidado com os perigos de navegar no rio seco, são muitos os rasos que podem causas acidentes. É preciso nunca estar acima da capacidade da embarcação e sempre colocar os tripulantes para usar colete salva vidas. Faremos nosso trabalho de fiscalização no rio para evitarmos possíveis acidentes.”, afirmou o Comandante.

Francílio Nascimento

Clique para comentar

Deixe uma resposta

Mais lidas da semana

Subir