Acre

Acre Real: o jornalismo de um novo jeito

Pesquisas revelam que 91% dos brasileiros pensam que a imprensa ajuda a combater a corrupção ao divulgar escândalos que envolvem políticos e autoridades. Trata-se de uma grande maioria que aumenta para 97% quando se pergunta se a imprensa tem o dever de investigar e divulgar essas mazelas.

Para Rui Barbosa, a imprensa é a vista da nação. É por ela que acompanhamos o mal que fazem, ocultam, tramam, sonegam, roubam, alvejam, nodoam, cerceiam e destroem. A imprensa, a seu ver, é para denunciar o que não interessa ou ameaça o povo brasileiro.

O bom jornalismo é submeter-se a uma única e prosaica exigência: o equilíbrio. Ao tender para algum lado sem dar ao que pensa diferente a mesma oportunidade de se manifestar, a imprensa rouba o direito da sociedade de decidir. Precisa-se mostrar todos os lados, para que o leitor conheça toda a verdade dos fatos.

Certamente que nem só de denúncias pode viver o jornalismo e todos concordam que a imprensa livre é fundamental para o funcionamento da democracia.

Não queremos fazer um jornalismo, mas o jornalismo de que os acreanos se ressentem. Daremos voz e vez ao maior mandatário do Estado, da mesma forma que daremos a um índio que habita os rincões mais isolados.

Para alguns, o Acre pode nem existir. Não sabemos se por ignorância ou despeito, afinal, temos uma história bonita, um belíssimo hino e um povo que se orgulha do seu jeito caboclo de ser. No século passado, geramos enormes divisas para o País e, portanto, não estamos de carona na história. Somos sujeitos da nossa história.

Se não concordamos com o atual modelo econômico, que em nada mudou a realidade da nossa gente, por outro também não queremos um imposto, pensado e executado por impostores, que, ao passarem pelo vizinho estado de Rondônia com destino ao nosso território, como dizia um saudoso jurista nascido por aqui, esqueceram de puxar a “cordinha” do ônibus.

Acre Real não será um veículo de comunicação filantropo. Será uma empresa. Não representará partidos políticos, apenas posições políticas. Nasce sem fronteiras e com o dever de divulgar a verdade, a realidade veiculada de forma virtual. Enfim, como disse um certo Luís Galvez Rodrigues de Arias, há mais de um século, ainda há muito a fazer pelo Acre.

Jorge Natal

Jornalista

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