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Bocalom reage a operação para esvaziar o DEM e dispara: “Muitos dos que eles estão levando, até a poucos dias atrás falavam horrores sobre o Gladson.”

Operação esvazia DEM

Depois de tentar sem sucesso demover o presidente estadual do DEM, Tião Bocalom, da ideia de apoiar a candidatura do Coronel Ulysses (Patriotas) entrou em curso, nesta semana, uma operação para esvaziar o partido.

Cameli à frente

Segundo informações de quem já foi procurado, o senador Gladson Cameli (PP), está cuidando pessoalmente das articulações. O senador, segundo um democrata que foi sondado, tenta convencer líderes a abandonar Bocalom e o Coronel Ulysses. Dessa maneira, ele já teria convencido alguns a deixarem a legenda.

Debandada do DEM

Procedente ou não a informação da “operação abafa” o fato é que, durante os últimos dias, vários líderes anunciaram a saída da sigla. O nome mais expressivo é o do presidente da Associação Comercial de Brasiléia, Joaquim Lira.

A resposta de Bocalom

“Muitos dos que eles estão levando, até a poucos dias atrás, falavam horrores sobre o Gladson.” disse à coluna Tião Bocalom, em reação às ofensivas dos progressistas.

Jogo sujo

O ex-prefeito disse que o jogo é sujo e não terá o efeito desejado. ““Com este jogo do Gladson, de pensar que levando aqueles que se vendem. por valores ou promessas, que jamais serão cumpridas, vai enfraquecer o Democratas e o Bocalom, está muito enganado. Eu nunca fui e jamais irei pelo beiço.  Não tenho rabo preso e não trabalho com mentiras e enganações. Daqui a alguns dias, alguns destes estarão arrependidos.” Disse.

Homem de palavra

“Eu tenho palavra! Assumo o que faço! Nosso candidato a governador será um homem de palavra, nascido em Cruzeiro do Sul, de pulso forte, conhecedor profundo da segurança pública,  advogado e empresário no Acre e em Rondônia. Ele é o Coronel Ulysses, o futuro governador do Acre”, desabafou Bocalom.

E não para pelo DEM

O Livres, de Rodrigo Pires e do vereador Emerson Jarude, também já começou a sofrer as investidas dos progressistas. O parlamentar foi procurado pessoalmente pelo senador, mas manteve sua palavra de apoiar o Coronel.

Tchê emocionado

O presidente do PDT, Luiz Tchê, emocionou-se durante o anuncio de Emylson Farias como vice de Marcus Alexandre. Ele deve ter lembrado o quanto foi difícil a articulação, sem contar com as pressões que ele e partido sofreram para emplacar o nome do secretario. Entendemos a emoção, presidente.

Barba cabelo e bigode

Depois de conseguir emplacar o vice-governador e montar um bom time de candidatos para estadual e federal, eleger um deputado federal passa a ser a prioridade número um do PDT. Um empolgado trabalhista disse a coluna na tarde de ontem terça-feira (28): “Emylson vice, três deputados estaduais e a eleição de um deputado federal seria cabelo, barba e bigode.” Alguém duvida que a meta do PDT seja plenamente alcançável?

Não gostou nada

O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Manoel Marcus (PRB), e membros da Mesa Diretora não teriam gostado da informação dada pela coluna no último sábado. A “Casa” estaria com o orçamento financeiro de 2017 estourado, e por conta disso, fornecedores estariam com pagamentos atrasados. Reclamem com os fornecedores, pois partiu deles a denúncia. Se tudo estar em dias, por que a solicitação ao executivo de credito suplementar?

Convite ou cooptação

Essa história de convidar o deputado Alan Rick (DEM), para se filiar ao PMDB, no exato momento em que está em curso uma operação para esvaziar o DEM e inviabilizar a candidatura do |Coronel Ulysses (Patriotas), está no mínimo mal explicada. Vindo para o PMDB, Alam Rick seria uma excelente legenda nas pretensões do partido de salvar seus dois deputados federal. Abre o olho Alan Rick!

Natal sem luz

Chega a informação de que, em Cruzeiro do Sul, a tradicional iluminação de Natal, na praça Orleir Cameli, não acontecerá este ano. O argumento oficial é de que é para conter gastos. No entanto, segundo informações, o prefeito, por ser evangélico, não concorda com o conceito “religioso” e a simbologia da festa.  É “Zé Povim,” vivemos tempos de Sucupira e temos nossa própria versão tupiniquim de Odorico Paraguaçu.

Mesmo modus operandis

Com os mesmíssimos argumentos, o prefeito não fez o Carnaval, não compareceu à tradicional abertura do Novenário em honra a Nossa Senhora da Gloria, esta que é a segunda maior festa religiosa da Região Norte e uma grande atração turística. Ilderlei ignorou a procissão e o encerramento do novenário. O Brasil é um país laico. Menos prefeito, menos.

Taxa de coleta de lixo

A prefeitura de Cruzeiro do Sul deve encaminhar, à Câmara Municipal, projeto de lei que autoriza a cobrança de uma taxa de coleta de lixo urbano. Embora a cobrança seja meritória, vez que já existe em varias cidades do Brasil e no exterior, seria interessante discutir a proposta com a população. Creio que isso evitaria dissabores. Fica a sugestão ao prefeito e aos vereadores. Que tal fazer umas audiências públicas nos bairros e discutir com a sociedade? Conselho, caldo de galinha e rapé toma quem quer, né prefeito?

Não costuma acabar bem

Essa história de minar adversários políticos na base do esvaziamento de seu grupo, truculência, ou cooptando lideranças para inviabilizar candidaturas, não costuma acabar bem. Pode até dar certo em alguns casos, ou de forma imediata, mas a longo prazo pode deixar feridas abertas, difíceis de cicatrizar. Não se precisa ir muito longe, na própria oposição para termos exemplos disso. Por conta de manobras desse tipo, o PSDB de Cruzeiro do Sul terá muitas dificuldades em dividir palanque com outros seguimentos da oposição. Em Sena Madureira, nomes históricos da oposição devem apoiar o candidato da FPA, Marcus Alexandre (PT). É bom lembrar que a campanha é de dois turnos, e que o desafeto circunstancial de hoje, poderá ser o aliado decisivo de amanhã.

 

Por Luiz Carlos Rosa

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